Quem deve fazer exame para detecção de diabetes? Entenda os grupos de risco
Postado em 27/06/25
O diabetes é uma doença silenciosa que pode evoluir sem sintomas por anos. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. Mas afinal, quem deve fazer o exame para detecção de diabetes?
Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA), há perfis específicos que devem ser monitorados com mais atenção. Veja abaixo:
- Pessoas com 45 anos ou mais
A partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas ou fatores de risco aparentes, é recomendável fazer exames regulares de glicemia.
- Pessoas com excesso de peso ou obesidade
Índice de massa corporal (IMC) acima de 25 (ou 23 para asiáticos) já exige rastreamento, principalmente se houver outros fatores associados.
- Histórico familiar de diabetes tipo 2
Quem tem pai, mãe ou irmãos com a doença está em grupo de risco aumentado.
- Mulheres com histórico de diabetes gestacional
Mesmo após o parto, essas mulheres devem continuar monitorando os níveis de glicose regularmente.
- Mulheres com ovários policísticos
A síndrome dos ovários policísticos (SOP) está associada à resistência à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2.
- Pessoas sedentárias
A falta de atividade física regular contribui para a resistência à insulina e aumento da glicemia.
- Pessoas com hipertensão arterial
Pressão alta e diabetes costumam estar associadas, exigindo avaliação metabólica periódica.
- Pessoas com colesterol ou triglicerídeos elevados
Alterações no perfil lipídico também estão relacionadas a maior risco de diabetes tipo 2.
Quais exames são indicados?
- Glicemia em jejum
- Hemoglobina glicada (HbA1c)
- Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)
Quando repetir os exames?
Se os resultados estiverem normais, a recomendação é repetir os testes a cada 3 anos. Se houver pré-diabetes, o acompanhamento deve ser anual.